Carona nos caminhões da transportadora do pai, o paulista chegou a ser motorista na sua própria empresa de transporte.
O caminhão sempre fez parte da vida de Hiro Yano, piloto MILITEC 1 na temporada 2023 da Copa Truck. Na infância e juventude, como carona nos veículos da transportadora do pai. Depois, já adulto, em sua própria transportadora, ao volante por rodovias brasileiras, cobrindo ausências de motorista.
Essa ligação do paulista de Guarulhos, na Grande São Paulo, com a estrada e as pistas a bordo de um pesado inspirou o blog a escolher Hiro para simbolizar a homenagem da Militec Brasil ao Dia do Caminhoneiro, ou do Motorista, celebrado neste 25 de julho.
Existe o Dia Nacional do Caminhoneiro, em 16 de setembro, porém a data em julho é a mais popular e reconhecida por esses profissionais do transporte, pois junto se comemora o dia do padroeiro da categoria, São Cristóvão. É o santo também de todos os transportadores, incluindo motociclistas, motoristas de ônibus e taxistas.
Apesar de travar duelos emocionantes a quase 200 km/h, Hiro diz que estar na boleia numa estrada é bem mais complicado do que brigar por posições nos autódromos brasileiros.
Principalmente, pelos longos períodos na estrada, o péssimo estado de conservação de muitas rodovias e os riscos que sofre o motorista com acidentes e roubos.
Descanso e manutenção são essenciais na estrada
Com a experiência de quem já dirigiu caminhão de São Paulo a cidades do Nordeste, como Salvador e Recife, Hiro, de 44 anos, reforça a importância de cumprir os horários de descanso durante a viagem.
“Tem uns loucos que vão de Santa Catarina ao Nordeste, por exemplo, sem parar. Esse tipo de motorista só quer abastecer e acelerar. E acaba só fazendo bobagens e colocando em risco a vida dele e dos outros”, salienta.
A manutenção preventiva e feita no período correto também é essencial para evitar imprevistos e acidentes no trajeto, recomenda Hiro. “Não economize com manutenção, especialmente dos freios. A falta de uma frenagem eficiente é um dos principais motivos de acidentes com caminhões nas estradas.”
O piloto considera a categoria dos caminhoneiros a mais importante atualmente no Brasil. Sem eles, o país não funciona, afirma. “Basta ver que, quando há paralisação, começa a escassez de combustível, alimentos, entre outros produtos. Acaba faltando de tudo, de água a comida. O caminhoneiro leva o Brasil na carreta”, avalia.
Competição veio após aposentadoria no MMA
Curiosamente, o caminhão como veículo de competição só entrou na vida de Hiro Yano em 2016, quando ele passou a integrar a equipe de Djalma Fogaça.
Até então, sua trajetória esportiva era bem diferente: Hiro se dedicava ao mundo das lutas de MMA. Nesse período, chegou a conquistar quatro vezes o título brasileiro de forma invicta, encerrando a carreira sem sofrer uma única derrota.
Foi nessa época que teve as primeiras experiências no uso do MILITEC 1 em corridas. Era o responsável por captar patrocínios e coube a ele levar a marca à equipe de Fogaça, ao mesmo tempo em que acompanhava de perto os benefícios do produto no desempenho do caminhão e na durabilidade dos componentes.
“A equipe tinha muita quebra de virabrequim e de ‘colar’ as bronzinas. Depois que entrou MILITEC 1, isso não aconteceu mais”, relembra. Em 2019, Hiro deixou o time Fogaça para buscar uma carreira solo como piloto de um caminhão Volkswagen. E contou com a parceria da Militec Brasil.
Nos anos seguintes, devido à pandemia da Covid-19, acabou ficando longe das pistas, só retornando agora em 2023, no cockpit de um Volvo, número 39.
MILITEC 1 nas pistas da Copa Truck
A parceria da marca com o piloto se dá pelo fornecimento do fluido campeão de vendas no segmento. Além de usar no caminhão, Hiro também indica a amigos do Clube de Amarok do Brasil, formado por mais de 15 mil membros.
“Indico o produto para os integrantes do grupo desde 2015. Quem usa se diz muito satisfeito com MILITEC 1. Inclusive, resolveu um problema crônico de corrosão no metal da bomba de alta da picape. Depois que passaram a aplicar o produto, o índice de quebra caiu a zero”, conta.
Já nas pistas, Hiro utiliza o produto nos rolamentos, no diferencial e no motor do seu Volvo 39. Dessa forma, o fluido ajuda a proteger os componentes mecânicos do veículo, evitando que ocorram quebras ou fadiga prematura.
Segundo o piloto, quando há vazamento de óleo do cárter, ainda é possível chegar aos boxes sem maiores problemas para realizar o reparo.
“Os componentes não estragam e nem chegam a marcar as bronzinas. Já quando não há MILITEC 1, assim que o óleo esquenta e para de dar pressão, o competidor tem no máximo 200 metros para parar o caminhão. Caso contrário, junta bronzina com virabrequim e cola tudo”, compara.
Além disso, Hiro relembra que sua equipe chegou a testar um produto concorrente. “Após duas ou três voltas, o piloto errou a marcha e começou a cuspir biela para todos os lados. Abriu uma janela no cofre do motor”, recorda.
Hiro, cada vez mais competitivo
A temporada 2023 na Copa Truck até o momento tem sido de acertos no caminhão, que estava parado após o afastamento de Hiro das pistas. O piloto MILITEC 1 disputou quatro das cinco etapas deste ano, ficando de fora só na 5ª etapa, em Cascavel. “Estava inscrito, mas uma cólica renal não me permitiu participar”, revela.
Segundo ele, o principal desafio tem sido aprimorar a parte eletrônica do veículo, fator que o impede de brigar pelas primeiras posições do grid.
“A turbina está demorando para encher. Com isso, perco na aceleração para os demais. São quase dois segundos por volta esperando a turbina encher. É muita coisa”, relata.
Apesar disso, Hiro Yano afirma que tanto a frente quanto a traseira do caminhão já estão ajustadas em cerca de 80% do ideal. O grande obstáculo, portanto, está no pouco tempo disponível para treinos, que se resume a apenas dois ou três testes de 15 a 20 minutos por etapa.
“Infelizmente, não é possível fazer todas as correções que precisamos rapidamente. Porém, evoluímos bem e nas próximas etapas seremos bem mais competitivos”, projeta o paulista, que disputa a categoria Super da Copa Truck, e há ainda a Pro.
“A modalidade está bem acirrada neste ano. Além dos competidores tradicionais e experientes, temos novatos que correram no exterior, em fórmulas, na Stock Car”, salienta o piloto do Volvo 39, que desenvolve 800 cavalos de potência e pode atingir mais de 200 km/h.
Copa Truck Calendário 2023
1ª etapa | 19/3 – Goiânia (GO)
2ª etapa | 30/4 – São Paulo (SP) – Intergalos
3ª etapa | 3/6 – Londrina (PR)
4ª etapa | 4/6 – Londrina (PR)
5ª etapa | 2/7 – Cascavel (PR)
6ª etapa | 30/7 – Goiânia (GO)
7ª etapa – a confirmar
8ª etapa | 15/10 – Viamão – Tarumã (RS)
9ª etapa | 10/12 – São Paulo (SP) – Interlagos